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4 DE FEVEREIRO DE 2011: 253 ANOS DE FUNDAÇÃO DA CIDADE DE MACAPÁ
Abaixo, publicamos algumas fotos da solenidade que ocorreu na Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda e em frente à igreja de São José de Macapá. Com as presenças do Governador do Amapá, Camilo Capiberibe e do Senador da República, Randolfe Rodrigues, Secretário de Cultura, Zé Miguel, muitas pessoas comemoraram o aniversário da cidade numa programação realizada pela Confraria Tucuju. Foi um dia inteiro de festas, apresentações de artistas, grupos de Marabaixo, capoeira, hip-hop e muita alegria. 



Escrito por Paulo Tarso Barros às 22h22
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ALGUMAS FOTOS DE RUAS INUNDADAS DE VITÓRIA DO MEARIM - MA





Fotos: Josy Fernandes
O rio da minha infância O rio da minha infânciaDeságua sonhos e visões Na curva indelével da memória. O tempo, que é percepção, Abstrato e conceitual, Inunda os dias meus, Pororoca minhas lembranças mirins, Seca e extingue, às vezes, Os escassos momentos de alegria - fazendo blitze nos pesadelos arcaicos. Sou como um peixe volátil Que foge das iscas fáceis, Do arpão assassino e famélico, Da cachoeira e dos redemoinhos traiçoeiros que destroçaram veleiros da Antigüidade. O rio da minha infância, Se não é minhas lágrimas, Com certeza é o meu cálice doce e suave, Sem espumas, que apenas me faz fechar os olhos E voltar-me, com outros olhos, Para um lugar cada vez mais distante A dissolver-se, como as brumas da noite torta, Por entre os fantasmas olvidados e caducos... O rio da minha infância, Miúdo e tão abundantemente infinito, Corre entre as veias do meu corpo, envelhece com suas lágrimas, Pois esse rio tão metafísico e sutil É mesmo as minhas lágrimas!
Escrito por Paulo Tarso Barros às 02h10
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SOS VITÓRIA DO MEARIM

Escrito por Paulo Tarso Barros às 01h15
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FELIZ 2009
F E L I Z 2 0 0 9 ! ! !
QUE SEJAMOS MAIS TOLERANTES, SOLIDÁRIOS, AMOROSOS
E CHEIOS DO AMOR DE DEUS!
Paulo Tarso Barros e família

Escrito por Paulo Tarso Barros às 00h45
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XII FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO
A XII Feira Pan-Amazônica do livro, realizada em Belém de 19 a 28 de setembro, é uma das maiores do Brasil e atrai editores, livreiros, escritores e um público generoso que visita os dois pavilhões onde são realizados os eventos e a comercialização de livros - com 130 estandes de editoras locais, nacionais e internacionais. O belíssimo e amplo espaço do Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, localizado na Av. Dr. Freitas, em Belém - PA, transforma-se nesse período no centro cultural da Amazônia.
A feira deste ano homenageia o escritor paraense Antônio Tavernard (centenário de nascimento) e comemora os 100 anos da imigração japonesa no Brasil. Dentre os escritores participantes destacam-se Nélida Piñon, Vitor Ramil, Ariano Suassuna, Marina Colassanti, Affonso Romano Sant'Anna, Gabriel O Pensador, Rubem Alves, Fernando Morais, Arnaldo Antunes, além, é claro, dos autores locais.
Do Estado do Amapá participaram o Grupo Abeporá das Palavras, com declamações e exposições de poemas (Carla Nobre e Kairo Ribeiro), Paulo Tarso Barros (com a palestra e exibição de slides sobre a Lietaratura Amapaense: 1895 a 2008), Ricardo Pontes (mediador), Manoel Bispo e José Pastana. Herbert Emanuel e Adriana Abreu lançaram a obra Macapá - A Capital do Meio do Mundo no dia 21.
Abaixo algumas fotos do evento.

Com os escritores Affonso Romano Sant'Ana e Marina Colassanti


Eu e Ricardo Pontes na palestra sobre Literatura do Amapá

Integrantes do Movimento Literário Extremo Norte

Com Juracy Siqueira e Paes Loureiro

Médico, compositor, instrumentista e grande figura humana Alcyr Guimarães


Ricardo Pontes e Adina Bezerra, produtora cultural e poeta
Escrito por Paulo Tarso Barros às 11h44
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R E D E D E S O N H O S
Com uma rede de fantasia
Eu capturo meus sonhos.
Meus sonhos inacessíveis,
que se dissolvem no tempo,
ocupam meus pensamentos
como se fossem concretos,
pedras, pedregulhos,
formas da natureza
moldadas na minha visão.
Com uma rede de sonhos
Eu pesco peixes e poemas,
Recolho pérolas encantadas
E garimpo diamantes voláteis
Que enfeitam meus tesouros.
Com um museu de sonhos
Eu vou construindo meus mundos,
Desenhando deuses, esboçando palácios,
Paraísos, oásis, altares, cachoeiras de acrílico
Que mais parecem cenários futuristas
No poço sem fundo das minhas ficções.

Escrito por Paulo Tarso Barros às 01h09
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GOVERNADOR DO AMAPÁ OFERECE CAFÉ DA MANHÃ PARA ARTISTAS
O governador Waldez Góes mais uma vez abriu as portas da residência oficial para receber cerca de sessenta artistas, principalmente as lideranças do marabaixo, dança, cultos afros, artesanato, artes plásticas, teatro, cinema, literatura e música. O governador manifestou o seu apoio à cultura do Amapá e pediu que os artistas se empenhem em formatar projetos viáveis e que tragam visibilidade ao Estado. Destacou sua atuação e fez questão de assegurar que vai continuar ampliando o apoio que vem concedendo a fim de estimular e fomentar a produção cultural.
Agora em setembro o Governo do Amapá realiza mais uma edição da Expofeira, que se contitui num dos maiores espaços para que os artistas, empresários e industriais mostrem as suas produções, pois há um fluxo de milhares de pessoas que visitam o Parque de Exposições da Fazendinha durante a semana do evento.
Nas fotos abaixo alguns aspectos do encontro, que transcorreu num clima de confraterização.

Eu, Nazaré Farias (Secretaria Especial de Desenv. Social) e o Governador

Reivindiquei ao governador mais apoio à Biblioteca Pública e Imprensa Oficial


Pai Salvio (de pé) e Fernando Canto (de óculos, com a bolsa)

Escrito por Paulo Tarso Barros às 23h58
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ESCRITOR MARÇAL AQUINO EM MACAPÁ

Marçal Aquino
Estamos replicando este e-mail da Secretaria de Comunicação do GEA, enviado pelo assessor de imprensa Jailson Costa dos Santos, ao tempo em que convidamos os escritores e demais interessados em participar desse encontro. Informamos que a entrada é franca.
Banco do Brasil traz escritor Marçal Aquino a Macapá
O autor participa do Laboratório do Escritor em etapa do CCBB Itinerante e fala sobre seu processo criativo
Os 200 anos do Banco do Brasil são comemorados em Macapá, entre outros eventos, pelo encontro do público com o escritor Marçal Aquino em 9 de julho, na Fortaleza de São José de Macapá, às 19h. O Laboratório do Escritor é mais uma atração que marca a passagem do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante pela cidade.
A presença do romancista e roteirista faz parte do projeto Laboratório do Escritor, criado em 2006 pelas jornalistas Cristiane Costa e Valeria Lamego para o CCBB. A idéia do projeto é desmistificar a relação com a escrita, mostrando aspectos concretos e abstratos do processo criativo. Os encontros, com duas horas de duração, abordam diversas etapas da produção literária, tais como: as pesquisas necessárias, os momentos de dúvida e bloqueio criativo, o ritmo de trabalho, a relação com os editores e as motivações para se começar um novo livro. Já passaram pelo projeto 18 autores.
O Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante leva a todas as regiões do País atividades em música, literatura, educação, artes plásticas, teatro e fotografia para marcar com eventos culturais o bicentenário do BB. Em Macapá, além do Laboratório do Escritor, a programação inclui a exposição A História da Moeda - Moedas Não Convencionais (de 1 a 13 de julho), uma mostra de cinema com filmes inéditos na cidade (de 8 a 20 de julho) e o show de Leila Pinheiro (24 de julho).
Sobre o artista
Uma das vozes mais potentes da literatura contemporânea, Marçal Aquino começou a escrever profissionalmente como jornalista, tornou-se contista e romancista prestigiado, mas, desde 1997, com a adaptação de um conto seu que resultou no filme Matadores, de Beto Brant, tem íntima ligação com o cinema, com uma intensa atividade de roteirista (O Invasor, de Brant; Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia).
Embora seja vinculado ao gênero policial, Aquino transcende as regras e códigos dessa vertente literária, centrando seus enfoques no potencial de violência dos seres humanos, sobretudo quando os personagens estão vinculados a uma realidade degradante. Seu estilo é seco, sem excessos, com frases curtas, eventualmente duras e cruéis, conectadas a dureza dos ambientes e das relações abordadas. Ele mesmo define esse estilo de "hiperrealista".
Nascido em Amparo há 50 anos, com 22 anos de publicações (desde o livro de poesias Por Bares Nunca Dantes Navegados), o escritor é filho de um administrador de fazenda com uma dona de casa, tem oito irmãos e não teve apoio da família quando decidiu se tornar escritor. Escreve à mão, sem métodos rigorosos, antes de digitar o conteúdo no computador.
Aquino é autor premiado. As Fomes de Setembro ganhou o Prêmio V Bienal Nestlé de Literatura na categoria de Conto em 1991) e O Amor e Outros Objetos Pontiagudos recebeu o Prêmio Jabuti em 2000 de melhor romance. O escritor também se dedica ao universo infanto-juvenil em títulos como O Mistério da Cidade-Fantasma, O Jogo do Camaleão, O Primeiro Amor e Outros Perigos e A Turma da Rua Quinze.
Serviço
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Laboratório do Escritor - Marçal Aquino - Macapá
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Data: 9 de julho
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Horário: 19h
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Local: Forte São José de Macapá - Rua Cândido Mendes, s/n
Escrito por Paulo Tarso Barros às 00h53
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PALESTRA DO ESCRITOR MAURO GUILHERME NA UNIFAP
O escritor Mauro Guilherme, autor do romance Destino, foi convidado para participar de uma palestra para alunos do curso de Letras da Unifap, sob a coordenação da professora Regina Lúcia.
Mauro Guilherme já está com outra obra pronta e fará o lançamento em setembro.
Abaixo algumas fotos do encontro.

Profa. Regina Lúcia e Mauro Guilherme

Ao centro, eu, Mauro Guilherme e profa. Regina

Aspecto Geral da sala de aula

Mauro Guilherme autografando seu livro para Mayara Reis,
uma das coordenadoras da VII Semana de Letras
Escrito por Paulo Tarso Barros às 00h40
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No dia 26/05 o nosso querido amigo, escritor, poeta, compositor e professor Fernando Canto fez aniversário e recebeu centenas de amigos em sua casa, juntamente com a sua esposa Sônia. Artistas, muitos artistas de todos os segmentos, jornalistas, autoridades, inclusive o prefeito de Macapá, João Henrique e vários secretários - além, é claro, de muita gente da cultura popular.
Fernando Canto é um intelectual querido pelos amapaenses, já foi homenageado por escolas de samba, Conselho de Cultura e outras instituições públicas pelos relevantes serviços prestados à cultura do Estado.





Escrito por Paulo Tarso Barros às 14h12
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PROGRAMA MEIO-DIA DO SBT
Atendendo convite do jornalista Bonfim Salgado, fui o entrevistado do programa jornaliístico Meio-Dia, apresentado pela jornalista Nara Velasco. Falamos sobre a Literatura no Amapá.

Escrito por Paulo Tarso Barros às 23h22
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IESAP REALIZA I EVINTER
Fui convidado pela direção do Instituto de Ensino Superior do Amapá - IESAP para participar da abertura do I Evinter - Evento Interdisciplinar, que reuniu a produção acadêmica dos cursos de Letras, Pedagogia, Turismo e Filosofia. A temática do evento foi Macapá: pensamento, cultura e educação em 250 anos de história e ocorreu nos dias 2 e 3 de maio.
No primeiro dia, nas dependências do Sesc-Araxá, houve exposição dos trabalhos dos alunos, stands, música, discussões explanações sobre vários temas.
No segundo dia aconteceu um debate na Unifap com professores e historiadores, dentre os quais Nilson Montoril e Fernando Rodrigues.
Fiz um breve relato sobre os principais momentos da produção literária no Amapá. Acadêmicos do curso de Letras Tradutor Inglês traduziram alguns contos e poemas de minha autoria, sob a coordenação da professora Carla de Castro.

Mesa diretora do I Evinter

Paulo Tarso, Adriana Abreu, Carla de Castro, Leno e Herbert Emanuel

Acadêmicos de Letras que traduziram meus textos

Minha mulher Dinalva Barros

Ganhei uma bela camisa dos meus tradutores
Escrito por Paulo Tarso Barros às 18h25
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MEUS PÁSSAROS CANSADOS E BELOS
Saí do meu lugar em busca
De poesia.
Nunca pensei em ganhar dinheiro:
Aquilo era coisa de adultos.
E eu, mesmo adulto,
Ainda tinha alma de poeta
A capengar versos em papéis velhos.
Andei disperso, sempre,
Montado nas canoas dos caboclos
Ou nas aningas que desciam o rio.
De noitinha, cabisbaixo,
Acompanhava os morcegos-caçadores
De insetos por sobre o rio Mearim
E, de longe, apascentava o gado
Que chegava dos pastos
Para beber na outra margem do rio.
Quando escurecia, saía caminhando
Pelas ruas e cumprimentava os andarilhos
E me perdia entre os becos num
Vagão que se dirigia ao passado:
Mas lá só me deparava com sombras,
Vazios, silêncios, distâncias e
Tinha que retornar à Praça Rio Branco
E caminhar sob as árvores onde
Dormiam meus pássaros cansados e belos.

Eu e meu sobrinho-neto Cauê Barros no quilombo do Curiaú
Escrito por Paulo Tarso Barros às 17h21
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EVENTOS LITERÁRIOS

Paulo Tarso e Carla Nobre: entrega de camisa com meu poema,
que foi trabalhado por alunos da Faculdade UVA.

Paulo Tarso, Alcinéa Cavalcante, Carla Nobre, Eliakin Rufino
e Ozéas Júnior - 19/04/2008, em coquetel e sarau poético
oferecido por alunos da Faculdade Uva.

Paulo Tarso falando durante lançamento da obra Retalhos da Vida,
da professora Risalva Amaral.
Escrito por Paulo Tarso Barros às 23h44
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Flagrei a minha adorável sogra dona Jovita Cabral na farra, com um "pequeno" copo de cerveja,
sob o olhar resignado do meu querido sogro, José Albuquerque,
que completou 67 anos neste dia 12/04/2008.
Escrito por Paulo Tarso Barros às 18h29
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OS DOIS POEMAS QUE SERÃO DECLAMADOS NO TEATRO
Os dois poemas abaixo serão declamados no dia 25 de março no Teatro das Bacabeiras. Serão interpretados pelo meu colega de trabalho, o ator Watson Júnior, já que não sou um bom declamador.
INVENTÁRIO DAS BUSCAS
Nesta manhã deixo a vida cair como a chuva
nos poliedros dos olhos e nos invisíveis
espelhos cromáticos dos meus espíritos.
Em mim, que sinto e tento explicar, digladiam-se
os liquefeitos sonhos de anos e anos,
de esperas e esperas, com anjos e demônios
que despencam do horizonte como perfuratrizes
assassinas sobre a minha sorte.
Nas desfeitas ondas, irmanadas aos abismos
para onde fomos exilados
(como se fôssemos paranóicos),
a síndrome imensurável da Terra
é compactada na minha percepção de poeta.
E a minha visão, que decola de sua órbita natural,
busca os infinitos do criador.
E deixo a vida viabilizar-se,
amar seus amores,
escrever seus poemas e buscar-se, sempre.
Como um animal eu volto ao meu lar
e contemplo vossos telhados, Macapá;
contemplo a absurda calmaria das praças
moldadas na linear paisagem urbana.
Volto a casa como um poeta do século XX,
com meu livro de incontáveis páginas em branco,
minha dor de cabeça proletária e civil.
Os bares já estão vazios e tudo é muito ambivalente
e tudo vai explodir na bela aurora setentrional.
Caminho por Macapá e tenho cinco bilhões
de irmãos espalhados neste planeta solitário.
O rio da minha infância
O rio da minha infância
Deságua sonhos e visões
Na curva indelével da memória.
O tempo, que é percepção,
Abstrato e conceitual,
Inunda os dias meus,
Pororoca minhas lembranças mirins,
Seca e extingue, às vezes,
Os escassos momentos de alegria
- fazendo blitze nos pesadelos arcaicos.
Sou como um peixe volátil
Que foge das iscas fáceis,
Do arpão assassino e famélico,
Da cachoeira e dos redemoinhos traiçoeiros
que destroçaram veleiros da Antigüidade.
O rio da minha infância,
Se não é minhas lágrimas,
Com certeza é o meu cálice doce e suave,
Sem espumas, que apenas me faz fechar os olhos
E voltar-me, com outros olhos,
Para um lugar cada vez mais distante
A dissolver-se, como as brumas da noite torta,
Por entre os fantasmas olvidados e caducos...
O rio da minha infância,
Miúdo e tão abundantemente infinito,
Corre entre as veias do meu corpo,
envelhece com suas lágrimas,
Pois esse rio tão metafísico e sutil
É mesmo as minhas lágrimas!
Escrito por Paulo Tarso Barros às 23h55
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POETAS DO AMAPÁ NO TEATRO DAS BACABEIRAS

DATA: 25 de março de 2008 (terça-feira) HORA: 19:00h Local: Teatro das Bacabeiras
Será um evento inédito no Teatro das Bacabeiras, com a presença de dezenas de poetas, universitários, professores e convidados. Poesia e música para encantar a todos os participantes. Convide seus amigos e conheça uma amostra da atual poesia que se produz hoje no Amapá.
O evento é uma realização do Grupo Abeporá das Palavras, Associação Amapaense de Escritores - APES e Clube dos Poetas.
Apoio Cultural: Prefeitura de Macapá
.......................................... Contatos com os organizadores do evento:
Carla Nobre: 8128 0958 Paulo Tarso Barros: 9965 6570 José Pastana: 8119 6008
Escrito por Paulo Tarso Barros às 20h01
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O assassinato da literatura

Tzvetan Todorov
O assassinato da literatura, segundo Todorov Tzvetan Todorov lamenta a concepção redutora das letras nas escolas, crítica e autores
Tzvetan Todorov lamenta a concepção redutora das letras nas escolas, crítica e autores
Justo Barranco Em Barcelona
"Estamos assassinando a literatura." Ou "na escola hoje não se aprende de que falam os livros, mas de que críticos falam." São duas das afirmações que Tzvetan Todorov (nascido em Sófia, Bulgária, em 1939), um dos teóricos da literatura com maior influência nas últimas décadas, lança em seu último livro, "La literatura en perill" (editora Galáxia Gutenberg), recém-apresentado junto com "Los aventureros del absoluto", um ensaio sobre Wilde, Rilke e Tsvietaieva. Todorov diz que "La literatura en perill" não é um "mea culpa", mas que se sente "um pouco responsável" pela situação atual. "Nos anos 60 e 70 tentei equilibrar os estudos literários -então divididos em países e séculos- contribuindo com uma abordagem mais interna da literatura", de suas estruturas e formas.
A partir da situação da literatura na França de hoje, de seu ensino, seus críticos e certas correntes dos escritores atuais que parecem não lhe agradar muito, Todorov, que vive nesse país desde 1963, se interroga, segundo diz, "sobre a própria identidade da literatura em nosso mundo contemporâneo". "No livro estudo a evolução da literatura desde o século das luzes até o presente, e essa evolução parece levar a uma separação entre a literatura e a vida dos homens e mulheres comuns. E eu evidentemente defendo a tese oposta: que a literatura está profundamente ligada à compreensão da condição humana. Se não, já teria desaparecido", afirma.
"Os alunos na escola não compreendem por que têm estudos literários, de letras, nos quais aprendem figuras de retórica ou procedimentos narrativos. Pensam que os preparam exclusivamente para a profissão de professor de literatura. E é absurdo que seja assim, porque a literatura não serve para preparar professores de literatura. Ao contrário, é para um melhor conhecimento do ser humano, e disso todos temos necessidade", lamenta.
Ele indica que "demonstra certa falta de humildade o fato de impor nossas próprias teorias sobre as obras, em vez das obras em si". "Voltar a centrar o ensino das letras nos textos corresponderia, sem dúvida, aos desejos ocultos da maioria dos professores, que escolheram seu ofício porque amam a literatura. É a literatura que está destinada a todo o mundo, e não os estudos literários", reclama.
Escritores e críticos Mas, diz Todorov, "a concepção redutora da literatura não se manifesta só nas aulas das escolas ou das universidades; também é representada em abundância entre os jornalistas que resenham os livros e inclusive entre os próprios escritores". Nesse sentido, salienta, "houve uma evolução que faz que os criadores dêem a impressão de escrever para a crítica, algo que também acontece com a pintura e a arte conceitual".
E ataca três correntes de escritores: os formalistas, nos quais a literatura só fala dela mesma, com construções engenhosas, simetrias e ecos diversos; a corrente niilista, "segundo a qual os homens são estúpidos e malvados e a destruição e a violência mostram a verdade da condição humana, vendo a vida como o advento de um desastre"; e uma vertente do niilismo: o solipsismo, no qual "quanto mais repugnante for o mundo mais fascinante é o eu". O autor solipsista, diz Todorov, "descreve em todo detalhe suas mínimas emoções".
E o assunto, diz ele, "não é que a literatura seja uma técnica de cura anímica, mas pode transformar cada um de nós por dentro". Acrescenta que "o leitor comum, que continua buscando nas obras que lê algo que dê sentido a sua vida, tem razão de se opor aos professores, críticos e escritores que lhe dizem que a literatura só fala de si mesma, ou que só ensina a desesperança". Porque, na opinião de Todorov, "o que os romances nos dão não é um novo saber, mas uma nova capacidade de comunicação com seres diferentes de nós". "E pensar e sentir adotando o ponto de vista dos outros, pessoas reais ou personagens literários, é o único meio de caminhar para a universalidade, e isso inclui os livros que o crítico profissional considera com condescendência, senão com menosprezo, desde 'Os Três Mosqueteiros' até 'Harry Potter'".
Todorov "aconselharia [os professores] a partir de textos em que haja um interesse evidente para os alunos e ir progressivamente para textos mais distantes, de mundos que lhes sejam mais estranhos. E falar do que falam os livros e não só do livro. Creio que todos os alunos podem se reconhecer nas histórias de identidade, amor, depressão ou violência que os livros contam. É preciso fazer que os alunos voltem a encontrar o interesse pela literatura."
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves Fonte: Jornal La Vanguardia
Escrito por Paulo Tarso Barros às 22h01
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A "Emepebelização" da Nova Poesia Brasileira
Não faz muito tempo e alguns críticos literários de ocasião (de há muito que a crítica literária brasileira não se renova em qualidade), detectaram uma espécie assim de “emepebelização” do chamado “fazer poético” brasileiro contemporâneo, onde nossos poetas de última geração espelham-se desde Rita Lee a Raul Seixas; de Caetano Veloso a Chico Buarque; de Cazuza a Renato Russo, refletindo isso de forma inconsciente ou não, na cabeça dos teens, dos jovens de média idade e na produção cultural deles, no que tange ao campo literário principalmente. Grosso modo pode se dizer que a geração atual, órfã da geração anterior ou de herdeiros dos filhos de Lennon e Tonico e Tinoco, não tendo conhecido frutos novos da poesia brasileira de geração imediatamente anterior à sua, ficou literalmente a ver navios, principalmente e também porque as chamadas grandes editoras não bancam autores novos, não são bons “investimentos”(...), aludem, pomposos e chiques mas certamente sem muita autoridade intelectual no assunto. No entanto, por incrível que possa parecer, a poesia vicejou por aí, como ainda está ativa, sobrevivendo a duras penas, marginalizada ou não, neomaldita ou não, desde os cafundós e redutos mais periféricos, passando por panelas e esquinas, acabando em bares e fanzines, jornalecos respeitosamente marginais e de minorias, com os novos poetas aprendizes querendo espaço, mostrando a que vieram, deitando e rolando fora da calda histérica até de um modismo tantã e de um esoterismo demodê de fim de século, principalmente ativando teares poéticos virtuais em seus blogues de ocasião, mas sempre bem letrais. Causa, portanto, muita estranheza, a ignorância também dessas grandes editoras do eixo Rio-SP, quanto à dinâmica marginália da produção poética, obrigando (ah a sobrevivência!) a regionalizarem jornais, revistas e suplementos culturais, quando não bancarem sóbrias editoras de fundo de quintal mas de idôneo quilate histórico-social-cultural sobremodo gratificante. Da Editora Grafite do Poeta e Editor Ademir Antonio Bacca do Rio Grande do Sul (Suplemento Garatuja), passando pela Lagartos Editores (ainda existe?) de Curitiba-PR, até ao Jornal (e Editora) Blocos da Leila Miccolis do Rio de Janeiro, ainda pelas bandas das Minas com a Dimensão do vanguardista Guido Birralhinho, Nilton Maciel (altamente criativo), em Brasília e Editora Ciência do Acidente em Sampa, junto com a Scortecci Editora e mesmo a All-Print Editora e tantas outras válvulas (e veios) de escapes produtivos, só para citar, de passagem, alguns exemplos saudáveis e dignos de registro. Configura isso tudo, que a poesia brasileira e-ou brasileiríssima, está mais viva do que nunca. Só não vê quem não quer, ou só tem ouvidos de mercador para o tilintar quase sempre pouco ético de lucros oportunistas em circunstancias insaradas de vezo histórico, para dizer o mínimo dessa travessia (ou entressafra como enfocam alguns), da criatividade brasileira como um todo, principalmente nesses tempos tenebrosos de “muito ouro e pouco pão”, em que um suspeito neoliberalismo abunda e uma globalização – que também globaliza a violência, a mentira, a fome e a miséria absoluta (e privatizações roubos, modernismos de fachadas, reformas com empulhação, terceirização amoral de uma Sampa refém do incompetente Pinóquo de Chuchu) – nutre e viça. Saravá, Betinho. Somado a tudo isso, a poesia em si, deu no que deu: emepebelizou-se. Virou uma mistura de letra (liric) de possível música (que as vezes tem, outras não tem, sequer ritmo), em estética imediatista e, não raras vezes, sem ter o fazer poético propriamente dito, a lavra criativa que redunda no objeto final, o precioso poema. Muitas vezes prosaica, quando não atiradeira de palavras para formar um contexto pseudoestético-concretista, sem conteúdo belo do que a poesia em si tende e deve de, representar como um todo, na tessitura formal, definitiva. Antologias aos montes, concursos que falam do moderno e do clássico (o quê é clássico, o quê é moderno?), até que surjam novos nomes, estilo Paulo Leminski e Ana Cristina Cesar, Joca Terron ou Nelson Ascher, para o fazer poético de tempos atuais, a poesia vai ficar mesmo emepebelizada, com sofríveis influências na linha de um Lobão (agora come no prato que cuspiu) ou nas burrezas de uns letristas de bandas e gangues de garagens, entre o sub-rap e o sub-pagode, quando não o, credo, vade-retro, pseudo-country... Por isso, surpreende-me ver, também como Educador que trabalha tanto a poesia como letras de clássicos de MPB, de Cartola a Noel, de Taiguara a Tom Zé, de Bossa Nova a Tropicália, uma renomada editora como a Ática, por exemplo – só para citar uma – não apostar nesse campo de literatura, principalmente porque – e isso é que me causa estranheza – tem como seu editor central um poeta de fibra, o Fernando Paixão. Curto e grosso: se um poeta, que supõe-se de sensibilidade e arrojo, além de editor, não apostar na Poesia, quem é que vai apostar? Ele pode alegar que editor é uma coisa, poeta é outra, ser humano ainda o é diferente, ou não – como o Mário Chamie jocosamente argüiu baldeando-se para o lado de um político suspeitíssimo do estilo (modus operandi) "rouba e diz que faz" – porque aí estaria sendo contraditório, já que para ser poeta o cidadão tem que ser necessariamente a indelével soma de um todo. Isso, claro, em se tratando de poeta de envergadura, como sei e sinto que o Paixão é. E eu aqui posso citar Manuel Bandeira que não acreditava em arte que não fosse libertação. Ave Manoel de Barros e Carlos Nejar. Não está na hora das editoras apostarem no autor novo; investirem em poetas de grosso calibre, de que estilo e geração forem, abrindo coleções, linhas de créditos, investimento, publicidade, temáticas dirigidas, relançando, bancando bienais de literatura, investindo na cultura, abrindo assim (ou pelo menos tendendo a permitir) corações e mentes? Exatamente e também por isso mesmo, surpreendi-me certa feita (faz algum tempo isso) ao saber, quando na Biblioteca Mário de Andrade, por ocasião do lançamento (e debate on-line) da excelente revista Poesia Sempre (Fundação Biblioteca Nacional), que o Poeta Fernando Paixão estaria promovendo Oficinas de Poesia. Não é um contraste, um paradoxo? Quase não acreditei. Faz Oficina de Poesia mas a editora do qual é editor não valora o ofício de poetar propriamente dito? Achei estranhíssimo. É como se eu ensinasse alguém fazer uma coisa para ficar encalhada, sem retorno, sem campo de atuação, sem espaço para mostra, quando eu tinha a faca e o queijo na mão e pulei fora. Não soa, perdão, engraçado, para não dizer contraditório? Acredito que está mais do que na hora, do Fernando Paixão mostrar porque está onde está – a pessoa certa e ideal no lugar certo e ideal – mostrando que merece o lugar que conquistou, abrindo seu leque de atividades para o campo que domina com talento e maestria. Ou não fará sentido o que faz, se cria uma coisa e alimenta intenção difusa do real, portanto, contraproducente e sem nexo causal. Investindo na poesia brasileira contemporânea, dando seu aval de quilate, mostrará que estava apenas amadurecendo situação e que apostaria sim, na poesia brasileira. Ficaremos todos gratos. A cultura brasileira agradece. Habemus Poesia? Com a palavra o Poeta Fernando Paixão e outros que sabiamente são levados a sentir que só podemos mudar, agindo, só podemos construir melhor, interferindo, só podemos consumir uma boa cultura que produzimos bem, se tivermos bom senso, de certa forma tomando partido da situação, agilizando providências. Fora isso é conversa fiada de babaquara querendo mamar nas tetas do comodismo, ou emboaba com um pé na cozinha do ridículo, da aceitação pura e simples.
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Texto de Silas Corrêa Leite, Membro da UBE-União Brasileira de Escritores, Educador pós-graduado em Literatura pela USP e Didática de Terceiro Grau pelo Mackenzie. Autor de O Rinoceronte de Clarice, onze contos fantásticos com três finais cada, um feliz, um de tragédia e um surrealista (ou politicamente incorreto), que pode ser acessado e copiado grátis (download) no link Interativos do site www.itarare.com.br. Poemas do autor nos blogues: www.portas-lapsos.zip.net ou www.campodetrigocomcorvos.zip.net
E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br.
Escrito por Paulo Tarso Barros às 11h01
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POETA NAURO MACHADO NA AML
Estive na Academia Maranhense de Letras (AML) e tive a surpresa de encontrar o grande poeta Nauro Machado, considerado pela crítica um dos melhores poetas do mundo. Já o visitei em sua casa, onde fui recpecionado pela escritora Arlete Nogueira, sua esposa. Nauro Machado é um ícone da poesia, autor cujo estilo denso e profundo o tornam uma voz singular. Já o visitei anteriormente em sua casa, junto com Washington Cantanhêde e Airton Marinho (confrades da Academia de Letras), onde fui recpecionado pela escritora Arlete Nogueira, sua esposa. Nauro Machado é um ícone da poesia, autor cujo estilo denso e profundo o tornam uma voz singular, sendo reconhecido atualmente como um dos melhores poeta em atividade.


Mesa diretora da AML
Escrito por Paulo Tarso Barros às 19h57
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